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BoboSphera – Nematodas da Receita Federal



O que parece o principal logotipo da Receita Federal? Uma lâmina de liquidificador planificada? Um círculo oprimido e cercado de lâminas por todos os lados ou um indivíduo cercado... (mais adequado, por sinal).

Deixemos de lado, vamos analisar seu segundo símbolo ou “mascote”: O Leão.

A Receita Federal orgulha-se mais do leão do que de seu logotipo principal, os agentes da Receita, seus fiscais e auditores sentem-se leões. Não é apenas um sentimento, procuram sempre comportar-se como um leão se comportaria com todas as pessoas. Mas... como você se sentiria se estivesse de frente com um leão?

Existe um motivo para todo esse orgulho engravatado dos que trabalham na Receita Federal Brasileira. O leão, é um predador. É o rei da savana. O topo da cadeia alimentar naquele bioma. No entanto... não é um animal de boa relação com o homem, como todo grande predador carnívoro, os leões incluem o homem em seu cardápio. Certamente não é um animal “civilizado”, assim como a Receita Federal e seus funcionários, não são civilizados. O leão é um ser bestial, uma besta! Assim como os funcionários da Receita Federal – são bestas! Seres bestiais em seu comportamento. Ninguém na Receita Federal fala português, se você tentar ligar, comunicar-se por cartas, e-mail, enfim, ninguém irá falar. Dizem que sou uma pessoa “relativamente bem educada” e uma vez que liguei mansamente para a Receita Federal e ouvi muitos rosnados, suspiros e grunidos no telefone comprovaram minha teoria sobre eles.

A Receita Federal e seus componentes são tão acima do humano, tão superior, que comunicam-se apenas através de intermediários, como os Correios por exemplo, dê uma olhada na mensagem padrão abaixo:

Em atenção ao Pedido de Informação 0FOD3UTUT0, informamos que o objeto R0UB4M0SUA3NC0M3ND4 encontra-se retido na Fiscalização Alfandegária no Brasil para verificação de conteúdo e outros trâmites que os Agentes Federais julguem necessários. Temos que informar que todas as mercadorias que entram ou saem de um país estão sujeitas a inspeção dos agentes governamentais de Alfândega. Esses agentes têm autorização legal para abrir uma encomenda postal e verificar o conteúdo, liberá-la para entrega ao destinatário, devolvê-la ao remetente, apreendê-la ou refugá-la, sem a possibilidade de intervenção dos agentes postais.

Claro que pensei tratar-se de uma mensagem da era soviética no período Stalinista ou um aviso Nazi, mas não, é daqui mesmo.

Sei um pouquinho sobre leões e acredito que a Receita Federal e seus funcionários estão criando uma péssima fama para os leões que restam no mundo. Vou explicar:

Suponha uma manada de gnus com 1000 indivíduos (são muito maiores), um grupo de quatro leões adultos mataria UM desses animais para se alimentar, isso representa uma taxa ou “IMPOSTO” de 0,1%. Essa é a taxa de um grande predador carnívoro. Normalmente, menor que 0,1%.

Ora, a Receita Federal cobra taxas acima de 60%, no geral várias vezes acima de 60% quando trata-se de importações. Se for imposto de renda, a partir de 15% desconsiderando os outros impostos e taxas. Taxas que variam (média) de 7 a 100% são taxas de “imposto” (mortalidade) característica de seres parasitas: nematodas, vírus, bactérias, fungos.

Então o leão não é a criatura mais adequada para representar a Receita Federal. Seria mais adequado um Trypanossoma cruzi mas ficaria perfeito um logotipo com uma lombriga, uma tênia ou qualquer outro verme. Deixo a dica para o pessoal da Receita: mudem o logotipo para um verme qualquer. Ah, claro! Esqueçam o honesto leão e passem a sentirem-se vermes e a comportar-se como verme. Ficará mais adequado e muito de acordo com a realidade pois ninguém que lida com a Receita Federal sente a ameaça de uma mordida e sim o colapso que um verme causa ao encher as entranhas.



2015-04

Nota Padrão: Todos os textos da BoboSphera são humorísticos e não devem ser lidos ou levados a sério por ninguém, exceto os bobos. Essa página não está sob jurisdição brasileira. Não perca tempo com processos ou procedimentos jurídicos caros.



João Silva

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